Afundando caravelas:
O pensamento des-decolonial é fundamental para expandir as possibilidades de vida e romper com um modelo eurocêntrico que sufoca e criminaliza a multiplicidade de diferenças. Como consequência, a des-decolonização do marco epistêmico eurocentrado e estadunidense da Psicologia é primordial para se p...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Maringá
2025-06-01
|
| Series: | Revista Espaço Acadêmico |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/74780 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | O pensamento des-decolonial é fundamental para expandir as possibilidades de vida e romper com um modelo eurocêntrico que sufoca e criminaliza a multiplicidade de diferenças. Como consequência, a des-decolonização do marco epistêmico eurocentrado e estadunidense da Psicologia é primordial para se pensar-sentir uma prática “PSI” contracolonial e com as raízes e os pés plantados no chão. Este ensaio teórico busca destacar que a abordagem des-decolonial, por meio das ações e intervenções contracoloniais, tem como objetivo principal desenvolver uma prática política, analítica e crítica conhecida como desobediência epistêmica. Essa prática visa superar a colonialidade em todas as suas formas, interrompendo sua disseminação e dando novos ares às vidas marginalizadas através de outros marcos epistemológicos e ontológicos. A argumentação metodológica está ancorada nas discussões conduzidas pelo coletivo modernidade/colonialidade indicando a desobediência epistêmica como uma ruptura com a matriz colonial, propondo alternativas múltiplas e contracoloniais para as diversas formas de vida e sociedades, que incluem sujeitos, conhecimentos e instituições des-decoloniais. Por fim, destacamos a importância do pensamento des-decolonial em promover uma prática crítica e transformadora - desobediência epistêmica - que questiona e resiste às estruturas opressivas, oferecendo novas possibilidades contracoloniais de existência e coexistência em uma sociedade mais inclusiva e diversa.
|
|---|---|
| ISSN: | 1519-6186 |